Empresas familiares: A importância do planejamento sucessório

A história das empresas familiares costuma ser muito semelhante, iniciando-se com uma pessoa corajosa e determinada que resolveu começar um negócio, e assim, ao longo dos anos, foi crescendo sob a liderança desta pessoa.

As empresas familiares representam uma grande parte das empresas brasileiras, sendo responsáveis pelo crescimento e movimentação da economia em sua localidade.

No entanto, diferentemente dos demais tipos de negócio, nas empresas familiares, os cargos de gestão e diretoria são ocupados pelos próprios familiares, ao passo que caberia a estes o desenvolvimento das habilidades necessárias para o exercício efetivo do cargo.

A continuidade da empresa familiar entre os familiares representa um legado, porém, infelizmente, verifica-se que parte das empresas familiares não resistem às transferências entre gerações.

Assim sendo, o planejamento se revela essencial para a perpetuidade da empresa familiar e harmonia entre seus membros, o qual consiste na adoção de medidas jurídicas preventivas que, além de resguardar o bem-estar da empresa familiar, prevê possíveis conflitos de interesses, ou seja, estabelece as condições de convivência profissional entre os proprietários, herdeiros e funcionários.

Desse modo, denota-se que o planejamento sucessório é de suma importância para a sobrevivência empresarial, e, no caso, entre a empresas familiares, vez que a adoção de medidas preventivas pode suavizar os impactos da sucessão, eis que normalmente sofrem interferências emocionais, minimizando as chances da temida falência empresarial.

Nesse sentido, cumpre citar que a holding é uma opção de planejamento sucessório, o qual encontra-se em evidência na atualidade, consistindo na criação de uma empresa para a administração dos bens de uma família, ou seja, os bens de uma família deixam de ser propriedades de pessoas físicas e se tornam, então, cotas ou ações de uma empresa.

Conclui-se, portanto, que o planejamento sucessório é uma medida estratégica que atribuirá segurança a empresa familiar, perpetuando o patrimônio empresarial ao longo das gerações.

Por Thaís Rodrigues de Oliveira
Advogada Sócia da MBT Advogados Associados

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